Os alunos do curso de ciências humanísticas do ensino secundário no final do ano são postos à prova com um exame de História A. Por norma o exame até nem tem sido difícil no entanto é algo longo já por regra. Ao longo deste artigo queremos dar algumas informações sobre o exame nacional de história A. Queremos dar os exames nacionais anteriores já resolvidos para ajudar como base de estudo também.

Exames Nacionais anteriores:

2009

História A – 623 – ProvaCritérios

História A – 623 – ProvaCritérios

2008

História A – 623 – ProvaCritérios

História A – 623 – ProvaCritérios

Ano 2006 – 1ª Fase

Prova 123

Ano 2006 – 2ª Fase

Prova 123

1. Introdução

O presente documento visa divulgar as características da prova de exame nacional do EnsinoSecundário da disciplina de História A, a realizar em 2010 pelos alunos que se encontramabrangidos pelos planos de estudo instituídos pelo Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março,rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio.Devem ainda ser tidos em consideração a Portaria n.º 550-D/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pelas Portarias n.º 259/2006, de 14 de Março, e n.º 1322/2007, de 4 de Outubro, e o Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, com as rectificações constantda Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril. A prova de exame nacional a que esta informação se refere incide nos conhecimentos e nas competências enunciados no Programa de História A, homologado por despacho ministerial, de acordo com o n.º 3 do art.º 2.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março. As informações sobre o exame apresentadas neste documento não dispensam a consulta legislação referida e do Programa da disciplina.

Esta informação dá a conhecer os seguintes aspectos da prova de exame:

• o objecto de avaliação;
• as características e a estrutura;
• os critérios gerais de classificação;
• o material a utilizar e o material não autorizado;
• a duração.

A avaliação sumativa externa, realizada através de uma prova escrita de duração limitada, sópermite avaliar parte dos conhecimentos e das competências enunciados no Programa. A resolução da prova pode, no entanto, implicar a mobilização de outras aprendizagens inscritas no Programa mas não expressas no objecto de avaliação identificado no ponto 2 deste documento.As provas de exame desta disciplina realizadas nas duas fases dos exames nacionais de 2008 e 2009, e que podem ser consultadas em www.gave.min-edu.pt, exemplificam, de um modo geral, os tipos de itens das provas a realizar em 2010 e, por conseguinte, complementam presente informação.Esta informação deve ser dada a conhecer aos alunos e com eles deve ser analisada, para que fiquem devidamente informados sobre as características da prova de exame nacional que irão realizar.Importa ainda referir que, nas provas de exame desta disciplina, o grau de exigência decorrente do enunciado dos itens e o grau de aprofundamento evidenciado nos critérios de classificação estão balizados pelo Programa e são adequados ao nível de ensino a que o exame diz respeito.

2. Objecto de avaliação

A prova tem por referência o Programa do 12.º ano de História A. A prova permite avaliar as competências e os conteúdos a elas associados, passíveis de avaliação numa prova escrita de duração limitada, a saber:

A) Competências

• Analisa fontes de natureza diversa, distinguindo informação explícita e implícita, assim como os respectivos limites para o conhecimento do passado;
• Analisa textos historiográficos, identificando a opinião do autor e tomando-a como uma interpretação susceptível de revisão, em função dos avanços historiográficos;
• Situa cronológica e espacialmente acontecimentos e processos relevantes, relacionando-os com os contextos em que ocorreram;
• Identifica a multiplicidade de factores e a relevância da acção de indivíduos ou grupos, relativamente a fenómenos históricos circunscritos no tempo e no espaço;
• Situa e caracteriza aspectos relevantes da história de Portugal, europeia e mundial;
• Relaciona a história de Portugal com a história europeia e mundial, distinguindo articulações dinâmicas e analogias/especificidades, quer de natureza temática, quer de âmbito cronológico, regional ou local;
• Elabora e comunica, com correcção linguística, sínteses de assuntos estudados:

– estabelecendo os seus traços definidores;
– distinguindo situações de ruptura e de continuidade;
– utilizando, de forma adequada, terminologia específica.

B) Conteúdos

Relativamente aos conteúdos, o Programa da disciplina acentua a importância da história de Portugal e da história contemporânea na formação do aluno – sublinhada nas aprendizagensestruturantes e na orientação fixada para cada módulo – e define globalmente uma orientação metodológica que implica a progressiva construção do saber histórico.A prova incide nos conteúdos de aprofundamento e nos conceitos estruturantes fixados nos módulos do último ano curricular do programa de História A. Poderão ser requeridas articulações entre estes conteúdos e estes conceitos e os restantes, sempre que a orientação fixada nos módulos e as aprendizagens estruturantes o exijam.Assim, são objecto de avaliação os conteúdos de aprofundamento dos módulos 7, 8 e 9 (12.º ano), do Programa de História A, abaixo identificados a negrito:

Módulo 7 – CRISES, EMBATES IDEOLÓGICOS E MUTAÇÕES CULTURAIS NA PRIMEIRAMETADE DO SÉCULO XX

1. As transformações das primeiras décadas do século XX

1.1. Um novo equilíbrio global
• A geografia política após a Primeira Guerra Mundial. A Sociedade das Nações.
• A difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos Estados Unidos.
1.2. A implantação do marxismo-leninismo na Rússia: a construção do modelo soviético.
1.3. A regressão do demoliberalismo
• O impacto do socialismo revolucionário; dificuldades económicas e radicalização dos movimentos sociais; emergência de autoritarismos
1.4. Mutações nos comportamentos e na cultura
• As transformações da vida urbana e a nova sociabilidade; a crise dos valores tradicionais; os movimentos feministas.
• A descrença no pensamento positivista e as novas concepções científicas.
• As vanguardas: rupturas com os cânones das artes e da literatura.
1.5. Portugal no primeiro pós-guerra
• As dificuldades económicas e a instabilidade política e social; a falência da
1.ª República.
• Tendências culturais: entre o naturalismo e as vanguardas.

2. O agudizar das tensões políticas e sociais a partir dos anos 30

2.1. A grande depressão e o seu impacto social.
2.2. As opções totalitárias
• Os fascismos, teoria e práticas: uma nova ordem nacionalista, antiliberal e anti-socialista; elites e enquadramento das massas; o culto da força e da violência e a negação dos direitos humanos; a autarcia como modelo económico.
• O estalinismo: planificação da economia, colectivização dos campos, burocratização do partido; repressão.

2.3. A resistência das democracias liberais
• O intervencionismo do Estado.
• Os governos de Frente Popular e a mobilização dos cidadãos.

2.4. A dimensão social e política da cultura
• A cultura de massas e o desejo de evasão; os grandes entretenimentos colectivos; os media, veículo de modelos socioculturais.
• As preocupações sociais na literatura e na arte; o funcionalismo e o urbanismo.
• A cultura e o desporto ao serviço dos Estados.

2.5. Portugal: o Estado Novo

• O triunfo das forças conservadoras; a progressiva adopção do modelo fascista italiano nas instituições e no imaginário político.
• Uma economia submetida aos imperativos políticos: prioridade à estabilidade financeira; defesa da ruralidade; obras públicas e condicionamento industrial; a corporativização dos sindicatos. A política colonial.
• O projecto cultural do regime.

3. A degradação do ambiente internacional

• A irradiação do fascismo no mundo.
• As hesitações face à Guerra Civil de Espanha; a aliança contra o imperialismo do eixo nazi–fascista; a mundialização do conflito.

Módulo 8 – PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO DA DÉCADA DE 80 – OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL

1. Nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico

1.1. A reconstrução do pós-guerra
• A definição de áreas de influência; a Organização das Nações Unidas; as novas regras da economia internacional. A primeira vaga de descolonizações.

1.2. O tempo da Guerra Fria – a consolidação de um mundo bipolar

• O mundo capitalista: a política de alianças liderada pelos EUA; a prosperidade
económica e a sociedade de consumo; a afirmação do Estado-providência.
• O mundo comunista: o expansionismo soviético; opções e realizações da economia de direcção central.
• A escalada armamentista e o início da era espacial.

1.3. A afirmação de novas potências

• O rápido crescimento do Japão; o afastamento da China do bloco soviético; a ascensão da Europa.
• A política de não-alinhamento; a segunda vaga de descolonizações.

1.4. O termo da prosperidade económica: origens e efeitos.

2. Portugal do autoritarismo à democracia

2.1. Imobilismo político e crescimento económico do pós-guerra a 1974
• Estagnação do mundo rural; emigração. Surto industrial e urbano; fomento económico nas colónias.
• A radicalização das oposições e o sobressalto político de 1958; a questão colonial – soluções preconizadas, luta armada, isolamento internacional.
• A “primavera marcelista”: reformismo político não sustentado; o impacto da guerra colonial.

2.2. Da Revolução à estabilização da democracia

• O Movimento das Forças Armadas e a eclosão da Revolução.
• Desmantelamento das estruturas de suporte do Estado Novo; tensões político-ideológicas na sociedade e no interior do movimento revolucionário; política económica anti-monopolista e intervenção do Estado nos domínios económico e financeiro. A opção constitucional de 1976.
• O reconhecimento dos movimentos nacionalistas e o processo de descolonização.
• A revisão constitucional de 1982 e o funcionamento das instituições democráticas.

2.3. O significado internacional da revolução portuguesa.

3. As transformações sociais e culturais do terceiro quartel do século XX

• A importância dos pólos culturais anglo-americanos. A reflexão sobre a condição humana nas artes e nas letras. O progresso científico e a inovação tecnológica.
• A evolução dos media: os novos centros de produção cinematográfica; o impacto da TV e da música no quotidiano; a hegemonia de hábitos socioculturais norte-americanos.
• Alterações na estrutura social e nos comportamentos: a terciarização da sociedade; os anos 60 e a gestação de uma nova mentalidade – procura de novos referentes ideológicos, contestação juvenil, afirmação dos direitos da mulher.

Módulo 9 – ALTERAÇÕES GEOESTRATÉGICAS, TENSÕES POLÍTICAS E TRANSFORMAÇÕES
SOCIOCULTURAIS NO MUNDO ACTUAL

1. O fim do sistema internacional da Guerra Fria e a persistência da dicotomia Norte-Sul
1.1. O colapso do bloco soviético e a reorganização do mapa político da Europa de Leste. Os problemas da transição para a economia de mercado.

1.2. Os pólos do desenvolvimento económico

• Hegemonia dos Estados Unidos: supremacia militar, prosperidade económica, dinamismo científico e tecnológico.
• Consolidação da comunidade europeia; integração das novas democracias da Europa do Sul; a União Europeia e as dificuldades na constituição de uma Europa política.
• Afirmação do espaço económico da Ásia-Pacífico; a questão de Timor.
• Modernização e abertura da China à economia de mercado; a integração de Hong-Kong e de Macau.

1.3. Permanência de focos de tensão em regiões periféricas

• Degradação das condições de existência na África subsaariana; etnias e Estados.
• Descolagem contida e endividamento externo na América latina; ditaduras e movimentos de guerrilha; a expansão das democracias.
• Nacionalismo e confrontos políticos e religiosos no Médio Oriente e nos Balcãs.

2. A viragem para uma outra era

2.1. Mutações sociopolíticas e novo modelo económico

• O debate do Estado-Nação; a explosão das realidades étnicas; as questões transnacionais: migrações, segurança, ambiente.
• Afirmação do neoliberalismo e globalização da economia. Rarefacção da classeoperária; declínio da militância política e do sindicalismo.

2.2. Dimensões da ciência e da cultura no contexto da globalização

• Primado da ciência e da inovação tecnológica; revolução da informação; ciência e desafios éticos; declínio das vanguardas e pós-modernismo.
• Dinamismos socioculturais: revivescência do fervor religioso e perda de autoridade das Igrejas; individualismo moral e novas formas de associativismo; hegemonia da cultura urbana.

3. Portugal no novo quadro internacional

• A integração europeia e as suas implicações. As relações com os países lusófonos e com a área iberoamericana.

3. Caracterização da prova

A prova tem dois grupos de itens. Um dos grupos tem por suporte documentos de natureza diversa (textos, imagens, dados quantitativos organizados em gráfico ou em quadro, mapas, ou outros). Estes documentos podem apresentar perspectivas diferentes e possibilitam o estabelecimento de inter-relações, em ordem ao esclarecimento de uma problemática decorrente de um ou mais módulos do Programa. O outro grupo tem por suporte um documento escrito longo, relacionado com diferentesrubricas de um ou mais módulos.Todos os itens da prova exigem a análise dos documentos apresentados e podem envolver amobilização de aprendizagens relativas a mais do que um dos temas do Programa.A prova integra itens de resposta aberta de composição curta e um item de resposta aberta de composição extensa orientada.Os itens de resposta aberta de composição curta, com cotação diferenciada de acordo com otipo de tarefa solicitada, podem exigir ao examinando:

• a identificação da informação expressa nas fontes apresentadas;
• a explicitação do significado de elementos presentes nas fontes;
• o cotejo da informação recolhida nas diversas fontes;
• o esclarecimento da pertinência das fontes para os problemas levantados;
• a contextualização cronológica e espacial da informação contida nas fontes;
• o estabelecimento de relações entre a informação presente nas várias fontes e a problemáticaorganizadora do conjunto;
• a mobilização de conhecimentos de realidades históricas estudadas para analisar fontes;
• outras tarefas, sempre em harmonia com as competências do Programa.

O item de resposta aberta de composição extensa orientada, que exige uma resposta desenvolvida, está integrado no grupo que tem por suporte documentos de natureza diversa.Este item solicita a síntese de aspectos relacionados com aprendizagens estruturantes do Programa, em articulação com as fontes apresentadas.